
Desde 2007, a dupla alemã Electrixx, tem sido presença constante nas pistas das melhores festas do Brasil. Formado pelos produtores Erik e Marph, esse duo, com fortes inspirações do electro(vide o nome), agora está em sua primeira turnê pelos EUA, da onde falaram com Balada Planet.
“Nós amamos tanto o Brasil, que esquecemos nosso país. Passamos a não nos importar mais em tocar em países de coração frio e superficiais como a Rússia”
1 – Olá Electrixx. Primeiramente como vocês descobriram a música eletrônica e tiveram vontade de trabalhar com isso?
Erik: Olá pessoal. Eu me encontrei na música eletrônica pela primeira vez quando eu tinha 14 anos. Foi a primeira música que eu escutei nas rádios FM e ninguém entendeu o que era, mas eu curti muito esse novo tipo de música, então comprei vários CDs. Quando eu fiz 16 anos eu tive a possibilidade de trabalhar como DJ fazendo o warm-up nas noite de um clube. Foi quando tudo começou. Com o tempo apenas discotecar começou a ficar chato e eu comecei a produzir minha música sozinho. Depois de muitos singles e negócios desfeitos, eu finalmente encontrei Marph quando eu tinha 22 anos. Então começamos juntos o projeto Electrixx.
Marph: Com 12 anos de idade eu escutei pela primeira vez techno por toda noite e fiquei hipnotizado. Minhas influências vieram dos anos 80, com bandas como A-Há, Petshop Boys e Depeche Mode, que já usavam elementos eletrônicos em sua música. Um dia eu comprei meu primeiro sintetizador e foi de onde conheci minhas coisas. Nessa altura eu já havia condições para entender todas as coisas sobre produzir música, computadores e Midi, mas eu precisei de muito tempo para compreender tudo isso. Hoje eu amo esse trabalho e eu produzo música para mostrar meus sentimentos e sensação para o mundo.
2 – Vocês tem um som voltado para o electro. Foi difícil se consolidar nessa cena?
Não sei se entendemos bem essa questão, mas vamos tentar respondê-la. Nós entramos na onda electro, quando ela ainda estava rolando. E foi muito difícil ser parte disso. Muitos selos e agentes já tinham seus artistas famosos e davam suporte apenas para eles. Então não tivemos escolhe e crescemos sozinhos. Mas nós nunca pensamos em ser algo grande na cena, nós queremos fazer música que amamos, somente. Nós produzimos com qualidade e queremos as pessoas dançando, essa é nossa ideologia. Com o tempo nós viramos parte da cena de forma independente e vimos com muitos artistas começaram a deixá-la, muitos selos começaram a quebrar e nós continuamos crescendo. A cena beneficia artistas como nós e estamos orgulhosos de ser parte disso.
3 – Qual é sua maior inspiração na hora de produzir? Quem são os artistas que sempre lhes trazem referência?
A vida esta mudando todos os dias, temos problemas, bons momentos, estamos felizes, tristes, alguns morrem e outros nascem. Claro que temos algumas referências, mas não é sempre o mesmo artista sempre. A cena musical esta mudando, assim como a vida humana, então temos que olhar em volta, pegar novas inspirações, encontrar sempre novas referencias. Não vamos dar nomes agora, pois há muitos na qual buscamos inspiração. Mas podemos dizer que a base é um som electro sujo a lá Prodiy, combinado com as melodias do Depeche Mode. Mas queremos ser únicos e achamos que é um bom jeito de ser assim.
4 – A track Tetris representou uma grande virada na carreira de vocês? Como é ver um grande nome como Tiësto tocando sua música?
Isso não é verdade, essa canção não foi um ponto de virada em nossa carreira. Foi apenas uma canção que fez com que novos fãs passassem a gostar de nós, mas para nós é como qualquer outra que já fizemos. Claro que nós podemos dizer que essa track abriu muitas portas, fechou antigas e nós estamos felizes por sempre ter tido movimento em nossa carreira. “Tetris” foi tocado pelo Tiësto e nós somos muito gratos por isso. Mas há muitas outras canções que são muito bem aceitas como “Another Way” e “Rock and Roll”. Mas não queremos falar de coisas antigas, ok?
5 – Você estão prestes a fazer sua primeira turnê pelos EUA. Qual a expectativa para uma tour em um país não tão aberto para a música eletrônica?
Ao mesmo tempo que respondemos essa entrevista, estamos em turnê nos EUA. Nós esperamos algo muito bom, novo.. É um mercado cheio de talentos como Wolfgang Gartner, Alex Kidd...mas estamos sentimos que os americanos não são tão fechados para nossa música..Era exatamente o que esperamos. Agora que estamos aqui, tivemos já os primeiros 2 shows e podemos dizer: “Os norte-americanos são bem cabeça aberta para o electro-house-techno” e fomos muito bem recebidos. É um pequeno sonho que se torna realidade e estamos felizes por em breve estarmos de voltar ao nosso país mais amado: o Brasil.
6– Vocês fizeram sua primeira turnê pelo Brasil em 2007, desde então tocam regularmente por aqui. Foi amor à primeira vista ou realmente as oportunidades aqui são maiores?
Sim, nós viemos pela primeira vez em 2007. Lembro-me que estávamos muito excitados em tocar por aí. Não sabíamos nada sobre a cena brasileira nessa época, nem conhecíamos o português que vocês falam por aí. Foi como uma aventura para nós. Tocamos inicialmente em 5 festas. Fizemos nosso bom trabalho, assim como fazemos sempre, animamos a multidão. Nossa passagem por aí foi o começo de uma mudança de vida. Nós amamos tanto o Brasil, que esquecemos nosso país. Passamos a não nos importar mais em tocar em países de coração frio e superficiais como a Rússia, onde tocamos muito antes. Assim como o mercado, o Electrixx está em movimento. E nós estamos felizes por ter tido essa oportunidade no Brasil. Só temos a agradecer nosso agente e ao primeiro promoter que nos deu a chance nesse dia.
7- Vocês acham que sua sonoridade esta consolidada ou vocês pensam em enveredar por uma nova vertente? Se sim, qual?
Você que nosso som já esta consolidado? Eu espero que não(risos). Quando alguém nos pergunta sobre que tipo de som nós produzimos, eu respondo: “Electrixx”. Sabe porque? Porque nós não temos estilo. Nó queremos produzir em uma direção. Juntamos diferentes elementos, buscamos inspiração enquanto estamos nas festas, nós queremos combinar tudo isso com nosso toque pessoal. Então não podemos dizer em qual direção iremos. Nós vivemos e produzimos no hoje. E amamos fazer algo sem pré-requisitos.
8 – Tem planos para um novo álbum a vista?
Enquanto estivermos em nossas turnês, estaremos um pouco ocupados para produzir música, as últimas vezes que tocamos somente novas canções, então é hora de trabalhar em algo novo. Ao mesmo tempo, estamos trabalhando em 2 remixes. E tivemos a colaboração do brasileiro Alex Mind, e nós queremos focar nossas energias para o novo lançamento “No Discussion” Que será nossa principal canção na turnê de julho, no Brasil.
9 – Por último mande uma mensagem para a audiência do Balada Planet.
Olá amigos. Esperamos que vocês tenham gostado da entrevista. Divirtam-se sempre e cuidem da saúde. Obrigado por tudo.
Fonte: BaladaPlanet

Um comentário:
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