Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Entrevista com Emok (Iboga Recs)


Emok é simplesmente um dos fundadores e sócios da maior gravadora de Progressive do mundo, a famosa e respeitada Iboga Records, da Dinamarca. Se não bastasse tamanha responsabilidade, o sueco ainda encontra tempo para dedicar-se às suas próprias produções musicais e viajar o mundo inteiro para apresentar o seu projeto Maelstrom.
Há cerca de 2 anos atrás quando estava apenas começando o seu projeto, Emok concedeu uma entrevista exclusiva para o Balada Planet falando sobre o que pretendia alcançar com suas músicas próprias. Era o primeiro álbum daquele que já estava na cena há muitos anos e que já havia feito muita coisa por ela. Naquela época, poucos, ou quase ninguém o conhecia. Seu sucesso para muitos ainda era uma interrogação jogada no ar. Mas não há nada que o tempo não possa responder e o segundo álbum dele está chegando para provar isso.
Seja pela sua enorme rede de amigos e influências obtidas pelo status de ser dono de uma das maiores gravadoras mundiais, seja pelo seu carisma com o público ou técnica apurada e inspirações vindas de todos os cantos do mundo, hoje em dia o live do Maelstrom é uma afirmação de que com persistência e objetividade tudo pode ser alcançado. Ele já se apresentou em todos os continentes do globo e sua agenda está bem repleta de gigs, tentando sempre concilia-las com as inúmeras tarefas apresentadas pela própria gravadora, tais como bookings, compilações de álbuns, lançamentos e etc.
Para você que já conhece esse projeto e quer saber um pouco mais sobre ele essa entrevista é uma boa oportunidade. Agora, para você que nunca ouviu falar em Maelstrom e tampouco no Emok, essa é uma ótima oportunidade. Divirtam-se!

01- Maelstrom é seu projeto solo após você ter feito parte do aclamado Phony Orphants. Como esse projeto nasceu e até onde você acredita que ele terá fôlego para chegar?
Eu tenho trabalhado e focado meu tempo no estúdio pelos últimos 10 anos ou até mais que isso, na maior parte do tempo produzindo músicas do Phony Orphants como você falou. Desde que a gravadora e a carreira de DJ me ajudaram a decolar eu passei a viver intensamente isso, eu tenho muito mais tempo para dedicar ao estúdio e então decidi fazer meu próprio projeto e colocar meu nome e minhas habilidades um nível acima.
No início foi muito difícil porque eu estava acostumado a sempre trabalhar com alguém do meu lado, para poder debater algumas idéias e aproveitar as qualidades do outro completando-as com as minhas. De repente eu me vi produzindo músicas, sozinho, naturalmente, mas muitas vezes me vi completamente empacado com as minhas produções pois eu escutava tanto elas e não tinha mais ninguém para me ajudar a dar uma perspectiva diferente para o som, faltavam idéias novas. Então resolvi fazer várias participações especiais com outros artistas como Ticon, Liquid Soul, Perfect Stranger e Atmos, apenas para nomear alguns, e todos esses caras me ensinaram muito como olhar a música de uma maneira diferente.
Hoje quando eu vou para o estúdio eu já sei exatamente o que deve ser feito e como deve ser feito e é por isso que hoje em dia eu estou muito mais produtivo.

02- O que o público pode esperar do Live do Maelstrom?
Agora meu novo álbum está pronto e nos próximos dois ou três meses eu utilizarei o meu tempo no estudio para criar um verdadeiro live com 8 canais no computador, opções para fazer todas as músicas diferentes sempre que eu tocar e adicionar vários novos aspectos às minhas músicas e sons, então quando as pessoas escutarem meu novo Live eles terão um set diferente a cada vez e nunca soará igual ao anterior e tampouco às músicas lançadas no novo álbum. Leva muito tempo para construir um live set desse estilo, verdadeiro, autêntico, mas eu estou dando duro esses dias então podem esperar, quando eu for me apresentar será para arrebentar de uma vez só.

03- E o que os Djs e fans encontrarão no novo material que virá no segundo álbum do Maelstrom?
Eu dediquei muito tempo para criar vários tipos de músicas com estilos diferentes para esse segundo álbum, então algumas músicas serão realmente focadas para Club, com sons mais lentos e outras serão mais pesadas e rápidas, tendo assim um tipo de música para cada ocasião e horário. Também, boa parte de todo esse tempo foi gasto para que eu atingisse o nível mais perfeito possível das minhas produções, deixando-as da melhor maneira possível que eu consegui. Novamente eu recebi ajuda de alguns outros artistas nesse álbum, uma das músicas será com o Rinkadink e outra eu fiz junto com Lenny Ibizarre.

04- Diga-nos então sobre essa nova colaboração com Lenny Ibizarre, por favor.
Lenny é um bom e velho amigo nosso, ele também é um louco e mora em Ibiza. Recentemente decidimos compilar um CD duplo que será lançado em Maio então eu fui para Ibiza por uma semana para planejar tudo direitinho com ele, mas ao invés de planejar nós ficamos no estúdio dele pelos primeiros 5 dias e fizemos as 3 primeiras músicas juntos. Nós trabalhamos muito bem juntos e com certeza haverão muitas músicas nossas no futuro próximo. O Lenny Ibizarre também fez alguns remixes para a Iboga, um remix para Maelstrom, um para Liquid Soul e um para Riktam & Banzi (GMS) para nossa próxima compilação. Nosso próximo single será lançado pela Iboga Digital em Abril e é chamado ‘’Lenny Ibizarre & Maelstrom – Broken Economy’’. Vocês devem conferir, é algo realmente pesado!

05- Você tem um belo estúdio junto com Banel (Behind Blue Eyes) e Jeppe. Como que ocorreu essa evolução e progresso desde que vocês começaram em 1996?
Parece brincadeira mas mesmo após 13 anos o estúdio continua crescendo. Nós compramos um novo escritório no verão passado e eu decidi criar um novo estúdio para a Iboga. Levou 4 meses para ser construído mas agora a gente tem tudo que sempre sonhou. A Iboga também comprou alguns equipamentos novos e muito legais como um GML EQ, um MOOG Voyager, um amplificador Neuman Summing e um Neve Stereo. Isso tudo faz muita diferença para o som que nós fazemos. Eu amo todos esses hardwares, você obtém um som totalmente diferente se comparado com os que são produzidos totalmente através do computador.

06- Você está se aprimorando cada vez mais nas técnicas de masterização, qual é seu interesse nesse ramo?
‘’ Masterização é como garotas, uma garota bonita vai parecer mais bonita com um pouco de maquiagem, mas uma garota feia nunca parecerá bonita mesmo que ela faça muita maquiagem.’’
Desde que eu comecei a masterizar eu aprendi muito. É uma área totalmente diferente da produção musical, apesar de parecer a mesma coisa. Você precisa saber um monte de habilidades novas e também você precisa do Hardware exato para fazer um som bem feito. Minha masterização continua melhorando a cada dia e eu continuo aprendendo, isso é uma coisa meio complexa que não se aprende do dia para a noite. Uma coisa para os produtores terem na cabeça: Masterização é como garotas, uma garota bonita vai parecer mais bonita com um pouco de maquiagem, mas uma garota feia nunca parecerá bonita mesmo que ela faça muita maquiagem. A mesma coisa ocorre com a produção musical antes da masterização.

07- Qual que é o melhor equipamento que você já trabalhou e qual foi o resultado que você alcançou com ele?
No momento meu equipamento favorito é o Juno 106, eu continuo fazendo sons realmente ‘’gordos’’, ‘’pesados’’ com ele. Eu utilizei ele em todas as faixas do meu novo álbum mas paralelamente a isso eu também devo mencionar o GML EQ, é alucinante, faz o som soar muito melhor do que qualquer plug-in.

08- Qual é a sua motivação como DJ, o que você pretende dar ao seu público e a você mesmo ao fazer um DJ Set?
Fazer um DJ Set é sempre um desafio novo. Eu gosto de dar as pessoas que escutam meus DJ Sets o que eles esperam de mim e também um pouco mais do que eles nunca esperam. O problema é que o público pode ser muito diferente dependendo do local que você toca no mundo. Como eu sou um dos managers da Iboga Records é natural que as pessoas queiram que eu toque músicas da gravadora, o que eu faço com toda certeza. Mas as vezes eles querem que eu toque sons que variem de 135 a 138 BPM e as vezes eles querem que eu toque sons mais lentos, que variem de 128 a 130 BPM. Pessoalmente o meu gosto varia com muita freqüência, tem épocas que eu prefiro tocar uma música mais rápida, mais puxada para o Trance e tem épocas que eu prefiro um som de Club, mais lento. Então quando eu tenho que tocar um set rápido, que é o que a galera deseja, e eu realmente quero tocar algo mais lento, acaba perdendo a graça. Mas graças a Deus isso não tem ocorrido com freqüência.

09- Há mais de 10 anos você e o Banel comandam a gravadora. Diga-nos rapidamente como isso começou e até onde vocês pretendem chegar com a Iboga?
Nossa gravadora começou apenas como uma plataforma para a música eletrônica na Dinamarca e Escandinávia, mas rapidamente nós começamos a lançar músicas de qualidade ao redor do mundo inteiro. Agora nós já temos a gravadora há 13 anos (meus Deus!) e continuamos a melhora-la a cada dia. Eu e Banel temos uma maneira de descrever qual é o nosso foco: nós lançamos apenas músicas que a gente gosta e toca e é isso ai. Se ela é a 135 BPM e mais puxada para o Progressive Psytrance ou se a música é a 122 BPM e mais puxada para o Minimal House, nós não nos importamos. Recentemente nós tivemos uma resposta muito boa com essa fórmula e recebemos muito respeito por parte do público, afinal somos uma das gravadoras mundiais que possui mais diversidade e pretendemos seguir dessa maneira.

10-) O que o futuro reserve aos sub-gêneros da música eletrônica que vocês trabalham?
Acredito que será cada vez maior e maior. Hoje em dia a maioria dos antigos produtores de Psytrance estão criando novos projetos orientados ao Progressive e som de baladas indoors, então eventualmente o público também seguirá tais estilos. O ponto positivo para a Iboga Records é que sempre estivemos na fronteira de ambos os estilos, então fica mais fácil para nós lançarmos estilos de sons diferentes do que outras gravadoras. Portanto parece que o futuro nos reserva coisas ótimas.

11-) Para terminar com chave-de-ouro, você poderia abrir o seu case para nós como se fosse fazer um DJ Set agora e nos dizer quais são as duas 10 músicas favoritas?
Vamos lá:
1. R&B (Riktam & Banzi) – Bass Master Zorro (Iboga)
2. Lenny Ibizarre & Maelstrom – Wasted Youth (Maelstrom Version) (Iboga)
3. Dnox & Beckers – Cala A Boca (Sprout)
4. Nyquist – Cubanizm (Hommega)
5. Tocadisco – This Is What You Need
6. Liquid Soul & Maelstrom – React (Rocky Remix) (Iboga)
7. Johnson & Haske – No Rest (Jerome Isma Ae & Daniel Portman Remix) (Flow Vinyl)
8. Eithan Reiter – Ups & Downs (Perfect Stranger Remix) (Iboga)
9. Ace Ventura – Judo Chop (Iboga)
10. Phony Orphants – Sweep Mamma (Upcoming album, Iboga)

FONTE: www.baladaplanet.com.br

DOWNLOAD CD MAELSTROM - LIGHTS ON

LINK:
http://www.4shared.com/file/100453122/5fa0bf42/Maelstron-light_on__part1_.html
--
http://www.4shared.com/file/100453127/2fca4bcd/Maelstron-light_on__part2_.html

Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

O Futuro da Música com a Morte do CD



O Futuro da Música Depois da Morte do CD é o nome do livro lançado durante a última Campus Party em São Paulo, e que se propõe a discutir o impacto que as redes digitais causam nos processos de criação e distribuição da música nos tempos de hoje.

O livro pode ser baixado gratuitamente sob uma licença Creative Commons, o que faz valer ainda mais o esforço que o sociólogo Sergio Amadeu e o jornalista cultural Irineu Franco Perpetuo tiveram em reunir treze artigos escritos por 16 autores diversos, discutindo entre outros assuntos as novas formas de lei de copyright e a livre troca de informações.

Tais autores vem de campos bastante diferentes: sociologia, engenharia de produção, músicos e antropólogos, porém todos se montam seus comentários em cima do inevitável novo rumo que o universo da música está levando, graças principalmente às mudanças que a Internet, as redes sociais, a livre troca de informação e a digitalização de bens culturais estão promovendo. Nem tudo é pura teoria "cabeça" nos artigos, que buscam aliar o pensamento analítico e bases teóricas com a prática da produção musical no dia a dia.

O DIGITAL NÃO É UM SIMPLES NOVO FORMATO
Na introdução Irineu explica bem a "morte do CD" a qual o título do livro se refere, sugerindo que não se trata de uma simples substituição de formatos de distribuição musical, assim como o vinil foi trocado pelos compact discs.

"Fala-se muito no crescimento das vendas de música digital; porém, o que parece estar em questão, aqui, é menos o CD como suporte físico do que sua condição de protagonista e sujeito único da difusão de música no planeta. É nesse sentido que nos soa legítimo falar na "morte" do CD. Porque talvez não estejamos simplesmente diante de mais um período de substituição de formatos, em que o CD, depois de tomar a primazia do vinil, estaria cedendo seu lugar ao, digamos, MP3. O cenário atual parece consideravelmente mais complexo, colocando em xeque o próprio paradigma de circulação global de bens culturais. Pois, se, com o CD, digitalizou-se o som gravado, hoje em dia, é todo o acervo cultural da humanidade que se encontra em vias de estar digitalizado, na Internet."

Entre os artigos de maior destaque está o entitulado "O CD morreu? Viva o Vinil!" escrito por Simone Pereira de Sá, que discute não só o fetiche que algumas pessoas (ainda) tem pelo vinil, mas também entra na velha discussão sempre presente no universo dos DJs sobre como "DJ que usa CD não é DJ de verdade."

"Os DJs defendem o toca-discos enfatizando, primeiramente, a "segurança" das mixagens, que podem ser feitas diretamente com a mão sobre o disco, sem depender de um software, o que se liga à questão da técnica do DJ, à "qualidade" do som e à "beleza" da imagem do DJ que manipula um toca-discos na pista de dança", ela escreve.

Já o texto "O MP3 e o fim da ditadura do álbum comercial", de Alice Tomaz de Carvalho e Riverson Rios, vai fundo na discussão sobre o MP3 como o estopim das mudanças na indústria musical.

"O MP3 vem mudando bastante a forma de se lidar com as canções. A partir desse formato digital, o consumo de músicas dentro de um álbum está sendo substituído pela preferência por um consumo por unidade. Em outras palavras, as pessoas parecem não querer mais ter de pagar por uma sequência de canções imposta previamente, como acontece em um CD, representando assim uma negação à ditadura do álbum comercial.(...) Por meio do MP3, cada pessoa pode fazer quantos álbuns quiser na ordem desejada, além de poder reeditá-los e compartilhá-los livremente. Afinal, nenhuma ditadura pode durar para sempre..."

AOS FUTUROLOGISTAS...
Num dos últimos textos do livro, o produtor brasileiro Pena Schimidt faz uma previsão sobre o que há por vir no mundo da música: "um dia, os artistas e o público irão se acostumar com outra lógica, na qual a carreira de um artista não será mais a sua carreira fonográfica, pois haverá outros marcos no percurso. A Wikipédia vai achar outro modo de organizar os fatos na vida de um artista de sucesso sem ser pela discografia. Talvez o mundo pop tenha pressa em ser clássico e de domínio público. E a pergunta certa será feita: o que será da música que eu faço?"

O Futuro da Música Depois da Morte do CD pode ser baixado em formato pdf no endereço http://www.futurodamusica.com.br/

Fonte: rraurl

Domingo, 1 de Fevereiro de 2009

Entrevista com Symphonix (ALE)




Recém lançado, o álbum “The Wild Life”, o último do duo Symphonix, é um CD que definitivamente não pode faltar na discoteca básica de quem ama trance progressivo. Nascido no norte da Alemanha, o projeto é um dos que mais se destacam no prog atualmente. Tudo culpa de Sirko e Stephan Wötanowski, conhecidos como DJ Montagu e DJ Golkonda.

Os irmãos também são os fundadores do selo Brue Tunes, situado em Schwerin, que além do Symphonix conta com Odiseo, Humann Traffic, NOK, Koan e True Lies, o projeto paralelo dos Wötanowski voltado ao progressive house e electro.



Nesta entrevista embalada por “Miles to Go”, track que fecha o álbum “The Wild Life”, o Psyte conversou com o DJ Montagu especialmente para fãs de progressivo. Confira!


Conte-nos sobre a inspiração para "The Wild Life".


DJ Montagu - Nossa inspiração veio dos lugares em todo o mundo pelos quais nos apresentamos. De diferentes culturas, pessoas e amigos em todos os lugares. Nós queremos mostrar a nossa vida na nossa música. É como uma combinação dos dois.

Como tem sido a reação do público até agora com este álbum? Ele funciona melhor para day ou night parties?


DJ Montagu - Com certeza, nossa música funciona melhor em day parties. Nós temos tido bons feedbacks de toda parte. “The Wild Life” é o puro trance progressivo e nós sentimos que as pessoas amam este tipo de som.

Quais artistas influenciaram vocês?

DJ Montagu - Depeche Mode, D-Nox & Beckers, FREq e Liquid Soul.

Symphonix se tornou um dos projetos de progressive trance mais admirados atualmente. Quais são seus planos para 2009? Vocês acabaram de lançar a V.A. Timetable, que eu adorei. Este ano nós podemos esperar por mais compilações da Blue Tunes ou algum álbum novo do Symphonix ou True Lies?

DJ Montagu - Em 2009 com certeza nós faremos mais algumas compilações e alguma coisa nova do Symphonix. Mas atualmente nosso foco é em nosso projeto paralelo True Lies. O novo álbum deverá sair em outubro de 2009. E o próximo álbum do Symphonix em dois anos.

Eu vi no Myspace que vocês tinham datas marcadas em Tel Aviv em janeiro. Como você vê as ofensivas israelenses em Gaza?

DJ Montagu - Nós acabamos não tocando em Israel, justamente por causa da guerra. Aquele não era o melhor momento para tocar lá. Mas um ano atrás nós estivemos em Israel e foi uma das melhores experiências que tivemos. É realmente uma cena aberta e interessada. Sobre Gaza, nós podemos dizer que guerra não é uma resposta para os problemas.

Eu concordo com você. Mudando de assunto, este mês de fevereiro, o Rio de Janeiro sedia o Rio Music Conference, que discutirá o mercado da música eletrônica. No Brasil, nós podemos dizer que existem mais de 1 milhão de pessoas que “consomem“ trance e vão às festas e festivais. O que se ouve da cena brasileira na Europa?

DJ Montagu - Na Europa as pessoas dizem que a cena brasileira é muito aberta a diferentes estilos de música e gente de cenas diferentes festejam juntos num festival ou festa. Nós temos muitos amigos que tocam diversas vezes no Brasil e sempre voltam muito animados.

Quais equipamentos podemos encontrar no seu estúdio?



DJ Montagu - Nós estamos trabalhando com Cubase e Abliton, UAD1 e UAD2 (pac de áudio), Moog Little Phatty (sintetizador analógico) com alguns efeitos moogerfooger, Virus B, Roland 303, alguns controladores midi e uma mesa de controle Mackie.

Nós estamos terminando, deixe um recado para os fãns brasileiros de trance progressivo!

DJ Montagu - Música é a resposta para tudo e para todos!

Obrigado pela entrevista, Sirko! Esperamos ver Symphonix ou True Lies aqui em 2009!

DJ Montagu - Nós também esperamos. Obrigado!



Links:
www.myspace.com/symphonixmusic
www.myspace.com/bluetunesrecords
www.bluetunes-records.com
www.myspace.com/djsmontagugolkonda

DOWNLOAD CD SYMPHONIX - THE WILD LIFE

http://rapidshare.com/files/167278104/Symphonix_-_The_Wild_Life-2008-MYCEL.rar

fonte:
psyte.com.br

Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

Entrevista com Sesto Sento


Matan Kadosh, Itai Spector e Aviram Saharai são naturais da cidade de Afula em Israel e formam um dos mais bem sucedidos projetos de psytrance de seu país na atualidade, o Sesto Sento. O trio possui 3 álbuns autorais já lançados e acabam de lançar o 4º chamado “Key to the Universe”.

Atualmente eles vêm fazendo a cabeça do público com seus remixes apuradíssimos como “Lift me Up” de Moby e “Message in a Bottle” do The Police. Quando o assunto é full on melódico Sesto Sento é referência e representa certamente a reinvenção do psytrance. Confira a entrevista divulgada pela assessoria de imprensa da Tribe, festa que recebeu os rapazes em dezembro na edição especial de 8 anos, em São Paulo.

1. Vocês são 3, quais os principais desafios para administrar o projeto Sesto Sento?

Primeiro de tudo somos grandes amigos, pensamos de maneira semelhante com objetivos pessoais e profissionais parecidos, portanto tudo está correndo muito bem.

2. Vocês têm 3 álbuns e estão produzindo o quarto “Key to the Universe”, quais as diferenças entre eles?

Para nós, todos álbuns têm suas peculiaridades. O primeiro foi meio inexperiente mas com um full on muito divertido, o segundo foi mais dançante e marcou o início do crescimento do projeto, o terceiro tem um estilo full on melódico e muitos vocais. O quarto está sendo produzido, primeiro de tudo, com um som muito potente e de qualidade, com muito psy combinado a melodias, vocais, bass grooves, e outros estilos musicais. Para nós o melhor de todos!

3. Vocês estão remixando grandes bandas como The Police, Moby, etc. Esta é uma forma de reinventar o psytrance?

Não sabemos se é uma forma de reinvenção mas certamente é uma direção que o psytrance está tomando pois hoje em dia ele está muito mais musical, harmônico e mais bem produzido com instrumentos ao vivo, vocais, outras vertentes misturadas, diferente de 15 anos atrás quando o psy começou em Goa na Índia e era tocado para 100 pessoas no meio da floresta (digo isso com todo respeito que tenho por esta origem).

De qualquer forma nossa opinião sobre a vida e a música é que se algo não está progredindo vai desaparecer naturalmente, a reinvenção deve acontecer para que o psytrance se mantenha na cena de maneira brilhante e sempre trazendo novidades.

4. A Tribe 8 anos está promovendo a PAZ, vocês são de Israel, um país onde a paz não é tão um "estado" permanente, como no Brasil também não é. Como seria um mundo em paz para vocês?

Como John Lennon cantava “imagine all the people sharing all the world" com certeza queremos um mundo de paz sem que os governos manipulem a mente da humanidade fazendo todos sentirem ódio e lutarem uns com os outros. A paz vem do interior das pessoas, se você é da paz terá a paz ao seu redor.

5. A Tribe já tem mais de 40 edições pelo Brasil, vocês conhecem algum evento do mundo que seja sólido como no caso da Tribe?

Não sei exatamente em números, mas conhecemos alguns muito sólidos como Massive Trance no México e Vision Quest no Japão.

6. Você já tocou no Brasil em alguns eventos, em diferentes estados, como se sente no Brasil? Para a Tribe o que podemos esperar de Sesto Sento?

Sempre dizemos a quem nos pergunta que não há lugar nenhum no mundo como o Brasil, as belas mulheres, os eventos gigantes, os melhores jogadores de futebol, uma cozinha incrível, nosso país favorito. Estamos preparando um live muito especial incluindo guitarra, synths de vocais, percussões, muitas músicas novas e novas versões de tracks mais antigas!

Fonte: Ass. Imprensa No Limits

V.A. City Lights Vol. 2


Artist.....: V.A.
Title......: City Lights Vol.2 (Compiled by Monoroom)
Genre......: Minimal/Tech House
Ripped on..: Nov-19-2008

Psyshop....: http://www.psyshop.com/shop/CDs/ptu/ptu1cd002.html

01. Marshall Jefferson - Mushrooms (Martin Eyerer Remix) 06:09
02. Kirsch & Dubnitzky - Masala (Marek Hemmann Remix) 06:11
03. Lemos - My Lady 05:34
04. Stimming - Una pena 06:33
05. Utku Dalmaz - I am not you 07:21
06. Leif - Squally Showers (Polder Remix) 05:33
07. Format B - Full House (Dub Taylor Remix) 05:47
08. Monoroom - My friend is a Skunk 03:21
09. Phage & Dreier - Korgi Morgi 05:40
10. Kabale & Lauhaus - Shaven Monkey 05:49
11. Minilogue & KAB - It's a nice way to give me feedback (Heinrichs & Hirtenfellner Rmx) 01:49
12. Kai Maan & Linea de Naszca - Pulsee 05:20
13. Monoroom - Klique Klaque 03:28
14. Kollektiv Turmstrasse - Mondscheinprimaten 05:19

LINK = http://rapidshare.com/files/166027494/VA-CityLightsVol2-2008_-_PPC.rar

SET Dj Emok - Iboga Sessions




Set EMOK - Abril 2008
Emok - iboga sessions at pure fm - april 2008

TRACKLIST:

1- Kasey Taylor – Peaches
2- Perfect Stranger – Clear Vision
3- Ace Ventura – Serenity Now (XV Kilist & Roco Remix)
4- Dousk – Leaving Planet Earth
5- FREq – Brazil (Nyquist Remix)
6- Sun Control Species – Snake Shake
7- FREq – What A Feeling (Jerome Isma Ae Remix)
8- Sun Control Species – Only Human
9- Ace Ventura – Presence (Motion Drive Remix)


LINK = http://www.mediafire.com/?3ezzy1nayes

V.A. Timetable



Genre......: Psychedelic
Style......: Progressive
Label......: Blue Tunes Recordings
Rls.Date...: Dec-17-2008

01 Haldolium - All My Life (True Lies Remix)
02 Rocky - Priority
03 Earsugar - Randy Earcandy
04 Nok vs Ritmo - Multistop
05 Dualsnug - 400 000 Stars Edit 2008
06 Symphonix - Music Prostitute (Symphonix Remix)
07 Side A - Acrylic
08 Human Traffic - Scout
09 2up vs True Lies - Pitch Control

LINK = http://www.4shared.com/file/76690186/c3de7a30/VA_-_Timetable-2008-UPE.html